03/nov

Vale a pena comprar eletrônicos em viagem ao exterior?

Rodrigo Gatek
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As recentes crises econômicas com a desvalorização do Real trazem muitas desvantagens na hora de adquirir produtos eletrônicos no Brasil. Por isso, os que tem oportunidade de fazer viagens internacionais aproveitam para levar alguns desses itens.

Se você está nessa etapa e está indeciso, siga as dicas abaixo para conferir se vale a pena comprar eletrônicos em viagem ao exterior.

O que avaliar antes de comprar?

Basicamente, tudo depende do tipo de eletrônico. Quanto aos celulares, a dica fundamental é conferir se o produto é até 30% mais barato no Brasil, e se a garantida dele vale por aqui.

Já itens como drones, smartwatches e videogames é melhor verificar antes, sempre comparando aos preços nacionais.

É bom procurar também pela garantia mundial – afinal, problemas técnicos podem vir a acontecer, até porque esses são objetos de alto valor.

Garantia mundial

Dentre as marcas mais conhecidas do meio, a Apple dispõe de um ano de garantia para computadores, celulares, relógios dentre outros – desde que sejam comercializados no país de origem.

A Lenovo não oferece esse serviço a todas as suas linhas, apenas aos notebooks ThinkPad e Yoga. Se o seu produto foi fabricado aqui, entre em contato com eles através de seus canais de atendimento; cada caso é analisado separadamente.

A Dell conta com três níveis de garantia – Básica, Premium e Premium Plus -, o que permite a seu cliente mudar a cobertura de suporte de seus produtos, de internacional para nacional, conseguindo assim a garantia em uma assistência autorizada Dell.

Quem não dá nenhum tipo de assistência a produtos vindos do exterior são as empresas Motorola e Asus.

A Samsung não realiza reparos, pois a tecnologia entre os países é diferente; o que fazem é oferecer um suporte, porém sua linha de notebooks possui a garantia mundial.

EX: Se você mora em Belo Horizonte e viaja ao Paraguai, compra um celular e chegando aqui ele der defeito, nem adianta procurar uma assistência técnica Samsung BH, pois a garantia não cobrirá.

Garantia estendida

Para os que não podem viajar para fora e querem comprar eletrônicos, fica o consolo de contar com parcelamento de pagamentos sem juros, muitas vezes divididos em até 12 vezes.

Nesse processo, geralmente as pessoas optam pela garantia estendida. Em linhas gerais, esse tipo de serviço é uma modalidade de seguro, pago pelo consumidor, que consiste na manutenção do produto adquirido após o vencimento da garantia legal/contratual.

É preciso que o comprador esteja ciente sobre os termos da garantia e início de sua vigência. Sendo assim, o produto estará segurado – apenas a partir da validade.

Cuidados para não ser taxado pela Receita Federal

Ao passar pela alfândega de volta para casa, o momento que já é de cansaço e agitação pode ficar um pouco mais puxado. Saiba como passar pelos agentes e não sofrer imprevistos ao comprar eletrônicos em viagem internacional:

  • Quantidade máxima: Para valores até US$500 (aproximadamente R$2.810,00), a Receita não faz cobrança extra. Se passar do limite, o que se recomenda é que você declare suas compras; o valor cobrado então será de 50% do que exceder os US$500 permitidos.

Ex.: Se a pessoa adquiriu US$700 em produtos, o valor fica 50% de US$200, onde o custo extra sai por US$100 (R$562,00 a mais).

  • Multa: Caso não declare suas compras e exceda o limite, você está cometendo crime. Algumas pessoas conseguem passar despercebidas pelos fiscais, mas se for pego, a penalidade será maior: uma taxa de 50% acima do que já é devido.

Usando o exemplo acima, se US$100 era o que você devia, 50% em cima desse valor pesará mais US$50 no seu bolso. Conclusão: não vale a pena esconder.

  • O que não é taxado: Eletrônicos de uso pessoal estão fora da lista, como câmeras, celulares, relógios de pulso – sendo uma unidade de cada, e que aparentem uso já durante a viagem.
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